transtorno depressivo

07-08-2020

Entenda o que é o transtorno depressivo

Veja as diferentes formas de transtorno depressivo, seus sintomas, manifestações, principais tratamentos e como tentar prevenir.

 

O transtorno depressivo pode se manifestar de diferentes formas e nas mais variadas intensidades.

Apesar de parte da população, em algum momento da vida, manifestar os sintomas de um dos tipos de transtorno depressivo, há muita dúvida e falta de informação acerca do tema.

Na verdade, além da desinformação, há também muito preconceito, levando os indivíduos a negarem os sintomas e postergarem a procura de uma ajuda profissional.

Por isso, para tentar desmistificar sobre esse tema, no post de hoje vamos conhecer o transtorno depressivo, seus principais tipos, tratamentos, além de outras informações.

Vamos Lá?

 

 

Transtorno depressivo: entendendo o que é e alguns números

 

O transtorno depressivo caracteriza-se por tristeza suficientemente grave ou persistente que pode interferir no funcionamento e, muitas vezes, até diminuir o interesse ou o prazer nas atividades.

Em relação à causa exata, os estudos ainda não foram conclusivos. Porém, acredita-se que o transtorno depressivo pode envolver (Fonte: Manual MSD):

  • Hereditariedade;
  • Alterações nos níveis de neurotransmissores;
  • Alteração da função neuroendócrina;
  • Alterações nos níveis de neurotransmissores;
  • Fatores psicossociais.

 

Já o termo depressão é utilizado para se referir a qualquer um dos vários transtornos depressivos, tais como:

  • Transtorno depressivo maior;
  • Transtorno depressivo persistente (também conhecido como distimia).

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas que vivem com depressão aumentou 18% entre os anos de 2005 e 2015, ou seja, são 322 milhões de pessoas vivendo com esse transtorno, sendo a maior prevalência entre as mulheres.

Já no caso do Brasil, a depressão atinge 5,8% da população, ou seja, totalizando 11.548.577 de pessoas.

Assim, o transtorno depressivo pode ocorrer em qualquer idade. Porém, é mais comum que se desenvolva ao longo da adolescência e entre os 30 e 40 anos (Fonte: Manual MSD).

 

 

Quais os principais tipos

Como foi visto, os transtornos depressivos podem ser divididos em diferentes categorias (Fonte: Sistema Único de Saúde/SC). A seguir, vamos falar sobre as principais.

 

Transtorno depressivo recorrente

O transtorno depressivo recorrente é caracterizado pela ocorrência repetida de episódios depressivos correspondentes à:

  • rebaixamento do humor;
  • redução da energia e diminuição da atividade;
  • alteração da capacidade de experimentar o prazer;
  • diminuição da capacidade de concentração;
  • problemas do sono;
  • diminuição do apetite.

 

É possível que esse transtorno comporte breves episódios caracterizados por um ligeiro aumento de humor e da atividade sucedendo, imediatamente, a um episódio depressivo. Além disso, não há qualquer antecedente de mania.

 

Transtorno depressivo recorrente, episódio atual leve

Geralmente estão presentes ao menos dois ou três dos sintomas citados anteriormente. O paciente, normalmente, sofre com a presença destes sintomas, mas será capaz de desempenhar a maior parte das suas atividades cotidianas. Além disso, não há qualquer antecedente de mania.

 

Transtorno depressivo recorrente, episódio atual moderado

Geralmente estão presentes quatro ou mais dos sintomas citados anteriormente. Além disso, o paciente pode apresentar muita dificuldade para continuar a desempenhar as atividades de rotina. Também não há qualquer antecedente de mania.

 

Transtorno depressivo recorrente, episódio atual grave sem sintomas psicóticos

Nessa situação, pode incluir:

  • depressão endógena;
  • depressão maior recorrente sem sintomas psicóticos;
  • depressão vital recorrente;
  • psicose maníaco-depressiva em forma depressiva sem sintomas psicóticos.

 

 

Transtorno depressivo recorrente, episódio atual grave com sintomas psicóticos

Esse transtorno é caracterizado pela ocorrência repetida de episódios depressivos, sendo o episódio atual grave, com sintomas psicóticos, incluindo:

  • depressão endógena com sintomas psicóticos;
  • episódio recorrente grave de depressão maior com sintomas psicóticos;
  • depressão psicótica;
  • psicose depressiva psicogênica;
  • psicose depressiva reativa;
  • psicose maníaco-depressiva, forma depressiva, com sintomas psicóticos.

 

 

Formas de tratamento

Há tratamentos que têm se mostrado bem eficazes para quadros de transtornos depressivos, mesmo quando se apresentam como moderados e graves. Dentre eles, têm-se:

  • tratamentos psicológicos, como exemplo: ativação comportamental, terapia cognitivo-comportamental e psicoterapia interpessoal;
  • medicamentos antidepressivos.

No caso de transtorno depressivo leve, os tratamentos psicossociais também podem ser bem efetivos.

 

 

Tem como prevenir?

Como já foi visto anteriormente, os diferentes tipos de transtorno depressivo resultam de uma complexa interação de diversas variáveis, tais como fatores sociais, psicológicos e biológicos.

Assim, os indivíduos que passaram por situações adversas durante a vida como, por exemplo, luto ou trauma psicológico, têm uma maior probabilidade que possam desenvolver depressão.

Há também relação entre o transtorno depressivo e a saúde física. Por exemplo, determinadas doenças podem levar à depressão e vice e versa.

Um outro grupo de indivíduos que pode se tornar mais propenso é o de idosos. Assim, os programas de exercício direcionados para a terceira idade também podem ser eficazes para prevenir a depressão.

No caso de dúvidas sobre os transtornos depressivos, é fundamental buscar uma ajuda e um acompanhamento especializados, pois o diagnóstico prematuro facilita a assertividade dos tratamentos.

 

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