ataque de pánico

20-09-2019

O que é um ataque de pânico? Principais sintomas e como superar

Entenda o contexto da ansiedade na população brasileira, como os ataques de pânico surgem e dicas práticas para melhorar o bem-estar.

 

Nas últimas décadas têm-se evidenciado vários tipos de doenças mentais que, por muito tempo, foram mantidas escondidas, seja por vergonha ou desinformação. Assim, durante os últimos anos, muitas pessoas e profissionais têm discutido sobre estas questões de uma maneira mais simples, direta, profissional e com empatia.

No post de hoje vamos falar sobre ataques de pânico que, no geral, estão associados ao Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). Vamos entender o conceito, números na população brasileira, principais sintomas e quais são os tratamentos mais indicados.

 

Panorama do Ataque de Pânico no Brasil: conceito e números

As Associação Brasileira de Psiquiatria Academia Brasileira de Neurologia Sociedade Brasileira de Pediatria definem o transtorno do pânico (TP) por ataques súbitos de ansiedade, onde sintomas somáticos se desenvolvem abruptamente e geram no indivíduo uma preocupação permanente com sua recorrência. Além disso, destacam que é uma condição incapacitante, associada a consequências negativas a longo prazo, como perda de produtividade, bem-estar, contato social e autorrealização, além de levar a um grande consumo de recursos médicos (Fonte: Associação Médica Brasileira, 2012).

Além disso, a síndrome ou transtorno do pânico (ansiedade paroxística episódica) é considerada uma doença e se caracteriza pela ocorrência repentina e inesperada de crises de ansiedade agudas marcadas por muito medo e desespero, associadas a sintomas físicos e emocionais.

 

Um estudo recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas apontou o Brasil como o país com o maior número de pessoas ansiosas do mundo: um total de18,6 milhões, ou seja, 9,3% da população brasileira têm transtornos relacionados com a ansiedade. Para a entidade, dentro do espectro dos transtornos de ansiedade encontram-se o transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e os ataques de pânico (Fonte: Organização Mundial da Saúde, 2018).

 

Principais sintomas do ataque de pânico

Além de ser importante entender que os sintomas podem variar de uma pessoa para outra, é necessário destacar as diferenças entre ataques de pânico e síndrome do pânico. O ataque de pânico é caracterizado pelo surgimento repentino de medo ou desconforto intensos. Já a síndrome do pânico, ou transtorno de pânico, é caracterizada pela presença recorrente das crises de ansiedade. Assim, a característica principal do transtorno são as crises esporádicas que duram alguns minutos e têm forte intensidade.

Também importante entender que uma pessoa pode ter uma crise em determinada situação específica e não ter um transtorno de pânico, pois o que identifica a síndrome são as crises recorrentes.

Os ataques de pânico incluem alguns dos seguintes sintomas físicos e emocionais relacionados a seguir:

  • Dor ou desconforto no tórax;
  • Sensação de engasgo;
  • Náuseas e/ou dores gástricas;
  • Diarreia;
  • Falta de ar ou sensação de asfixia;
  • Sudorese;
  • Palpitações ou frequência cardíaca acelerada;
  • Tonturas, vertigens ou desmaios;
  • Medo de morrer.

 

Quais são os principais tratamentos?

O principal objetivo dos tratamentos para a síndrome do pânico é reduzir os números de crises e ataques, assim como a intensidade delas. O tratamento é direcionado para as particularidades de cada indivíduo. Porém, de maneira geral, os principais tratamentos são:

  • Psicoterapia: esse tratamento é, geralmente, a primeira opção para o tratamento de síndrome do pânico. Existem várias vertentes. Porém, para este tipo de transtorno, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) tem mostrado resultados interessantes, pois ela ajuda o paciente a entender os seus ataques de pânico, a como lidar com eles no momento em que acontecem e como tentar criar uma rotina positiva.
  • Farmacológico: é realizado através de medicamentos como, por exemplo, os antidepressivos, e que são prescritos e acompanhados pelo médico.

No geral, os tratamentos são combinados: psicoterapia e medicamentos.

 

Algumas dicas práticas

Para qualquer tipo de transtorno, a busca pela informação é essencial. É importante para quem sofre de ataque de pânico entender as etapas de uma crise, assim como as reações e as possibilidades de tratamento. Desta forma, pode ficar mais fácil aderir aos tratamentos, assim como saber o que fazer quando surgirem as crises. Outras dicas práticas:

 

Busca do autoconhecimento

Buscar o autoconhecimento é essencial, pois as crises de pânico são desencadeadas por diferentes gatilhos. Assim, identificar quais são os respectivos gatilhos que afetam a própria pessoa é um passo fundamental. Aos poucos, padrões serão percebidos e ficará mais fácil a busca por soluções e a desconstrução destes gatilhos internos.

 

Controle da respiração

Uma outra dica importante é aprender exercícios específicos para o controle da respiração. Respirar de maneira adequada ajuda a controlar a ansiedade de um modo geral. Esse controle da respiração não pode apenas acontecer durante as crises, mas é necessário que se torne um hábito, uma rotina.

 

Procurar ajuda profissional

A ajuda e o acompanhamento de profissionais especializados são fundamentais. Não dá para minimizar como se fosse algo simples ou passageiro. A síndrome de pânico é uma doença e, como tal, precisa de um tratamento multiprofissional adequado.

É importante desconstruir falsas ideias relacionadas com estes tipos de transtorno. É necessário conversar e procurar ajuda especializada. Além disso, como vimos, a busca pela informação é essencial. Quer saber mais sobre o assunto? Temos um outro conteúdo que vai te interessar muito “Ansiedade generalizada: o que é TAG, sintomas e tratamento”.

Quer mais conteúdos como este? Siga o Zenfy no Facebook e no Instagram!

Acompanhe o @ZenfyApp para ter acesso a mais conteúdos como este:

 

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por Zenfy (@zenfyapp) em