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19-03-2021

O que é transtorno dismórfico corporal? Entenda o que é esse transtorno e veja depoimentos de quem sofre com a doença

Entenda o que é o transtorno dismórfico corporal, conheça os principais sintomas e veja alguns depoimentos de pessoas que passaram por isso.

 

Sabemos que o brasileiro e a brasileira são vaidosos. Por isso, é comum encontrarmos pessoas que estão insatisfeitas com algo no seu rosto, no seu corpo, no seu cabelo… Porém, algumas vezes, esse excesso de insatisfação ultrapassa qualquer barreira da normalidade, e pode gerar angústia, desespero e inconformidade.

O Transtorno Dismórfico Corporal é pouco discutido até por quem sofre com isso. E para entender um pouco mais sobre este transtorno e trazer alguns depoimentos, esse é o tema do nosso post de hoje.

Vamos lá?!

 

 

 

O que é Transtorno Dismórfico Corporal (TDC)?

 

De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), o transtorno dismórfico corporal é caracterizado por preocupação ou insatisfação extrema com um ou mais defeitos sutis, ou até mesmo inexistentes, na aparência no indivíduo.

Essa visão distorcida sobre a própria aparência acaba causando forte angústia. Além disso, esse transtorno pode levar o indivíduo a examinar o próprio corpo junto ao espelho com frequência ou, ainda, fazer comparação com outras pessoas.

Além da angústia, o transtorno dismórfico corporal pode trazer prejuízo à capacidade funcional da pessoa, necessitando de acompanhamento especializado para recuperar a sua qualidade de vida.

O Manual MSD destaca que, no transtorno dismórfico corporal, pode ser comum:

  • As pessoas passam muitas horas por dia se preocupando com um suposto defeito, que pode estar em qualquer parte do corpo.
  • A ajuda só começa quando a preocupação com a aparência causa angústia significativa, ansiedade ou interfere na capacidade funcional.
  • Para tratamento, determinados antidepressivos (inibidores seletivos de recaptação da serotonina ou clomipramina) e terapia cognitivo-comportamental costumam ajudar.

 

 

No geral, quando começa esse transtorno?

 

O Manual MSD destaca que transtorno dismórfico corporal geralmente começa durante a adolescência e sua ocorrência tem sido um pouco mais percebido em mulheres.

Aproximadamente, 2% a 3% das pessoas apresentam o transtorno.

 

 

 

Principais sintomas do Transtorno Dismórfico Corporal

 

É importante entender que os sintomas do TDC podem surgir tanto de maneira gradativa quanto súbita.

Além disso, podem variar de intensidade e podem persistir se não forem adequadamente tratados.

O Ministério da Saúde usa a personagem fictícia Ana para explicar o transtorno dismórfico corporal associado a transtornos alimentares.

Ana não gosta do próprio corpo. Ela é magra, inclusive está abaixo do peso ideal para a altura que tem. Mas, quando chega perto do espelho, a única imagem que consegue ver é de uma mulher obesa. Por isso, quando come, sente culpa. Ana também não se sente à vontade quando veste uma roupa. Acredita que nenhuma peça lhe cai bem. Apesar de sentir tanta angústia, não consegue falar com os amigos ou com a família sobre o assunto.

O Ministério da Saúde explica que, apesar do caso de Ana ser fictício, essa história é a mesma de muitas pessoas que sofrem de transtorno alimentar e dismorfia corporal. Quem vive com TDC tem uma autoimagem distorcida do real e os transtornos alimentares podem surgir como consequência dessa insatisfação.

Porém, o TDC não é só com a aparência do corpo (por exemplo, supostamente sentir-se acima do peso).

O rosto ou a cabeça costumam ser os principais motivos de preocupação, mas ele pode estar relacionado a qualquer outra parte ou várias partes do corpo, e pode mudar de uma parte do corpo para outra.

O Manual MSD exemplifica que é possível que a pessoa esteja preocupada com outros supostos defeitos, como:

  • queda de cabelo;
  • acne;
  • rugas;
  • cicatrizes;
  • cor da pele;
  • excesso de pelo facial ou corporal.

Além disso, no TDC também é possível que uma pessoa se concentre se na forma ou no tamanho de uma parte do corpo, como o nariz, os olhos, as orelhas, a boca, os seios ou as pernas.

No caso de homens, é possível ver indivíduos com constituição física normal, ou até mesmo atlética, sentindo-se franzinos. Por isso, começam a tentar, de maneira obsessiva, aumentar o peso e os músculos: um transtorno chamado de dismorfia muscular.

Muitas pessoas que sofrem com o transtorno dismórfico corporal podem procurar tratamento médico (como o dermatológico), odontológico ou cirúrgico. Muitas vezes tais tratamentos são ineficazes e podem intensificar a sua preocupação.

Em casos mais extremos, é possível que a pessoa fique tão preocupada com um defeito inexistente ou leve em sua aparência que evita sair em público. E isso pode incluir:

  • faltar à escola;
  • faltar ao trabalho;
  • não participar de atividades sociais.

 

 

 

Quem já sentiu na pele: depoimentos de pessoas que já passaram pelo transtorno dismórfico corporal

 

A jornalista Daiana Garbin, esposa de Tiago Leifert, é um dos casos mais famosos recentes de pessoa pública que passou por esse transtorno. Ela conta que sofreu isso por 22 anos, sendo que o início foi aos 5 anos de idade. Vale a pena conferir seus relatos:


Em um programa de televisão (Mais Você), Tiago Leifert conta como descobriu que sua esposa sofria com o TDC. Aqui tem outro depoimento de uma pessoa que conta seu sofrimento com o TDC:

 


O TDC é uma doença muito séria. Se você acha que passa por isso (ou alguém próximo), procure um profissional especializado. Peça ajuda!

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