ortorexia

22-07-2021

O que é ortorexia e quais são seus principais sintomas?

Entenda mais o que é ortorexia nervosa, essa obsessão por alimentação saudável, seus sintomas e veja por que é um problema

 

A alimentação saudável é importante para nossa saúde e bem-estar, não é mesmo?! Mas você sabia que, em excesso, pode se transformar em uma obsessão? É isso mesmo e se chama ortorexia.

De acordo com o Governo do Estado de São Paulo, este distúrbio surge quando a pessoa passa a ser excessivamente preocupada com o que come, adotando hábitos de alimentação radicais como, por exemplo, conferir um a um os nutrientes e calorias de cada alimento, deixar de comer fora de casa e preferir exclusivamente os alimentos ditos “naturais”.

Para entender mais sobre esse fenômeno, no post de hoje vamos descobrir o que é ortorexia nervosa, seus sintomas e ver por que é um problema.

Vamos lá?

 

Mas, afinal, o que é ortorexia nervosa, essa obsessão por alimentação saudável?

 

Ortorexia, também chamada de ortorexia nervosa, é um tipo de transtorno caracterizado pela preocupação excessiva com a alimentação saudável.

Neste contexto, a pessoa consome apenas alimentos puros, sem agrotóxicos, contaminantes ou produtos de origem animal, além de também apenas consumir alimentos com baixo índice glicêmico, baixo teor de gordura e açúcar.

Outra característica desta síndrome é a preocupação exagerada com o modo de preparo dos alimentos, tendo cuidados excessivos para não adicionar muito sal, açúcar ou gordura.

A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) explica que a ortorexia nervosa é considerada uma desordem alimentar. Porém, ela não é classificada como um Transtorno Alimentar oficial, pois não tem critérios diagnósticos estabelecidos definidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM).

Porém, nos últimos anos, tem sido sugerido como um “comer transtornado” (do inglês disordered eating) e, algumas vezes, tem sido enquadrado como Transtornos Alimentares não Especificados (DSM-5).

 

Entenda a origem do termo ortorexia

 

E como surgiu, afinal, este termo? Ele foi descrito pela primeira vez pelo médico americano Steven Bratman, em 1997, que usou o neologismo grego: orthos = correto, ortodóxico.

Ainda segundo a Abeso, o médico descreveu um comportamento patológico na forma de uma preocupação obsessiva por seguir uma alimentação saudável, que acarretava restrições alimentares significativas.

Bratman, avaliando o seu próprio comportamento alimentar, viu-se demasiadamente preocupado com seu estilo de vida e, em 2002, deu o seguinte depoimento que ilustra bem essa obsessão: “eu era um vegetariano, comia legumes frescos e de qualidade plantados por mim, mastigava cada colherada mais de 50 vezes, comia sempre sozinho, em local sossegado, e deixava o meu estômago parcialmente vazio, no final de cada refeição. Tornei-me um presunçoso que desdenhava qualquer fruto colhido da árvore há mais de quinze minutos. Durante um ano fiz esta dieta, senti-me forte e saudável. Observava com desprezo àqueles que comiam batatas fritas e chocolates como meros animais reduzidos à satisfação dos seus desejos. Mas não estava satisfeito com a minha virtude e sentia-me sozinho e obcecado. Evitava a prática social das refeições e obrigava-me a esclarecer familiares e amigos acerca dos alimentos”.

 

Mas se alimentar de maneira saudável não é bom?

 

Calma, não é isso. O grande problema está no extremismo e na obsessão.

De acordo com o Governo do Estado de São Paulo, assim como tudo na vida, é preciso evitar excessos, mesmo quando se trata de saúde.

Ou seja, se virar obsessão, certamente será mais prejudicial do que benéfico. Preocupar-se com a alimentação saudável é diferente de ser ortoréxico. A diferença está no grau de preocupação com o alimento ingerido e na restrição de nutrientes que são essenciais ao organismo.

 

Quais são os principais sintomas da ortorexia?

 

Alguns dos seguintes comportamentos ou sintomas apontam para um indivíduo que possa estar com ortorexia:

  • ler os rótulos de todos os alimentos em detalhes;
  • excluir da sua alimentação sal, açúcar e gorduras (mesmo as saudáveis);
  • eliminar, com o passar do tempo, cada vez mais grupos alimentares (carnes, carboidratos com glúten etc.);
  • comer apenas alimentos orgânicos que não sejam transgênicos e livres de corantes e conservantes;
  • preocupar-se excessivamente com o modo de preparo dos alimentos, utensílios usados, dentre outros;
  • passar a comer apenas alimentos preparados por ele mesmo;
  • sentir culpa ou angústia por ter consumido um alimento fora de casa e que, portanto, não segue os seus padrões de pureza.

 

Principais consequências

 

Para seguir à risca tantas restrições, é necessário sacrificar boa parte do tempo disponível ao longo do dia, não é mesmo?

Por exemplo, é preciso planejar as refeições com muita antecedência e prestar bastante atenção a tudo o que é utilizado no preparo.

O Portal Medley explica que, por consequência, o ortoréxico acaba comprometendo, também, grande parte de sua vida social. Sair para jantar com os amigos, tomar uma cerveja ou simplesmente comer um lanche durante o dia são atividades complicadas para essas pessoas.

Muitas vezes, acabam evitando fazer refeições acompanhados.

 

Como tratar a ortorexia

 

Um dos maiores entraves para o tratamento da ortorexia é o fato de muitas pessoas não aceitarem o diagnóstico.

Por isso, acabam recusando o auxílio médico. Assim, é essencial que parentes e amigos estejam atentos a comportamentos radicais com relação à alimentação saudável.

Devido à complexidade desse transtorno, é necessária uma equipe multidisciplinar formada por:

  • médico;
  • nutricionista;
  • psicólogo.

Por exemplo, o trabalho do psicólogo, dentre outras ações, é identificar os fatores que agiram como gatilho dessa doença e como o indivíduo pode controlá-los.

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