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12-02-2020

O que é Mutismo Seletivo: causas, sintomas e tratamento

Entenda o que é o mutismo seletivo, como se manifesta e suas principais formas de tratamento.

 

Muitas crianças, em algum momento do seu desenvolvimento, podem se recusar a falar em alguma situação, seja por timidez ou outros motivos. Porém, quando esta característica se torna muito frequente e evidente, é necessário que os pais procurem um profissional especializado para que seja avaliado o quadro e seus sintomas.

Por isso, no post de hoje vamos entender um pouco mais sobre mutismo seletivo que se enquadra dentro dos transtornos de ansiedade.

 

O que é mutismo seletivo?

Mutismo Seletivo refere-se a um distúrbio que designa crianças que decidem não falar com algumas pessoas, inclusive do círculo familiar. Além disso, é possível que alguns ambientes públicos sejam temidos por essas crianças, principalmente o espaço escolar, provavelmente por se tratar de um local onde existe a expectativa de que a criança se expresse verbalmente. Importante ressaltar que essas crianças apresentam desenvolvimento linguístico apropriado para a idade, comunicando-se de forma adequada com pessoas próximas.

Assim, a recusa não ocorre em toda exposição social, mas com relação a algumas situações ou pessoas (Fonte: Associação Médica Brasileira para o tratamento do transtorno de ansiedade social, 2011). E esse uso limitado da fala pode aparecer em crianças com algum transtorno da fala devido ao constrangimento causado por suas limitações. Muitas crianças com mutismo seletivo podem apresentar fala normal em locais “seguros”, como em casa ou junto dos amigos mais próximos (Fonte: DSM-5, 2014).

 

Diagnóstico do mutismo seletivo

Apesar de não existir uma faixa etária específica relacionada ao mutismo seletivo, muitas crianças começam a apresentar esse problema por volta dos 3 anos de idade, quando elas já têm a habilidade da fala adquirida.

Apesar desta disfunção ser percebida na infância, é possível que o mutismo seletivo se estenda, tanto durante a adolescência como a fase adulta, caso não receba o acompanhamento correto.

 

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) destaca quatro critérios diagnósticos:

  • Fracasso persistente para falar em situações sociais específicas nas quais existe a expectativa para tal (exemplo, na escola), apesar de falar em outras situações;
  • A perturbação interfere na realização educacional ou profissional ou na comunicação social;
    A duração mínima da perturbação é um mês (não limitada ao primeiro mês de escola);
  • O fracasso para falar não se deve a um desconhecimento ou desconforto com o idioma exigido pela situação social, nem a perturbação consegue ser mais bem explicada por um transtorno da comunicação (exemplo, transtorno da fluência com início na infância).

 

Tratamentos

O tratamento é feito por profissional especializado e, no geral, são trabalhadas estratégias comportamentais, tanto através de terapias individuais como terapias que envolvam a família como um todo. Além disso, é possível também fazer uma abordagem multidisciplinar, com outros especialistas que estimularão a comunicação.

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