Tipo de Fobia

30-12-2019

O que é Fobia: sintomas, tipos e como tratar

Você acha que tem alguma fobia? Tem algum familiar ou conhecido que sofre com este transtorno de ansiedade? Neste artigo vamos falar tudo sobre fobia: o que é, tipos, sintomas e tratamentos.

 

A fobia é um dos transtornos de ansiedade mais comuns. Segundo o Instituto Nacional de Saúde americano, atinge cerca de 20% da população mundial.

Trata-se de um medo ou aversão persistente, irracional. Um temor exagerado e incompreensível a algum objeto ou situação que aparentemente não apresenta perigo e nem cause dano à pessoa.

Assim como outros transtornos mentais, a fobia nem sempre é levada a sério pelos familiares e pessoas do ciclo social de alguém que sofre com seus sintomas. Porém, ela deve ser tratada, pois pode causar problemas como descontrole emocional, taquicardia e falta de ar.

 

Diferença entre medo e fobia

A principal diferença entre medo e fobia, é que o primeiro é algo importante para nossa vida. Sim, isso mesmo! O medo é uma emoção que nos ajuda a evitar situações que poderiam ser perigosas. Por exemplo: sentimos um leve medo de uma trovoada, porque sabemos os riscos de um temporal. Isso nos faz pensar duas vezes antes de sair na rua, pois sabemos que estaremos vulneráveis a raios, quedas de árvores e coisas do tipo.

É claro que estamos falando de uma emoção em níveis controláveis. Quando não é o caso, o medo vira fobia. E isso faz com que o indivíduo tenha que lidar com uma série de problemas e dificuldades em seu cotidiano. Uma coisa é olhar pela janela de um arranha-céu e sentir calafrios. Outra, é nem conseguir subir lá.

 

Fobia é doença?

A fobia, algumas vezes, pode não ser encarada como uma doença, mas sim como um sintoma ou causa de um transtorno da mente. Entretanto, parte do seu tratamento é justamente aceitá-la, e encará-la como um problema real que está causando danos a vida da pessoa.

Doença ou não, o fato é que estamos falando de uma situação que é, sim, delicada, e que merece cuidado e atenção. Falar sobre ela abertamente, sem preconceitos, pode ser um incentivo para que a pessoa busque ajuda. E isso, em 75% dos casos, resulta em benefícios em poucos meses.

 

Tipos de Fobia

Quando alguém pesquisa por “tipos de fobia”, normalmente está pensando em uma das incontáveis fobias específicas (vamos falar sobre elas mais além). Mas é importante saber que, de uma maneira geral, existem três categorias: As específicas, a social e a agorafobia.

Fobias específicas:

É o medo irracional, pânico, de algum objeto ou situação específica. Seus sintomas podem aparecer quando a pessoa se depara com tal coisa, ou até mesmo por antecipação. As fobias específicas normalmente dizem respeito a alguma espécie de animal, tipo de ambiente, tipo de situação, ou a sangue, injeção, ferimentos e outras questões medicas.

Fobia Social:

Também conhecida como transtorno de ansiedade social, é um medo intenso relacionado a situações sociais, como festas ou falar em público. O indivíduo que sobre com este tipo de fobia tem um medo/desconforto excessivo de se expor e de ser avaliado socialmente. Normalmente isso resulta em dificuldades para assumir cargos de gestão, iniciar relacionamentos amorosos e até mesmo fazer amigos.

Agorafobia:

Na maioria das vezes está associada à ocorrência de um ataque de pânico. Trata-se de um medo, nervosismo, ansiedade, de estar em algum lugar em que possa desencadear algo ruim, normalmente o próprio ataque de pânico, e não conseguir escapar.

 

Como surgem as fobias

Como você pode ver (e continuará observando ao longo do texto), as fobias possuem extensas divisões. Talvez por isso, ainda não existe um estudo que aponte as suas causas específicas.

Porém, temos dois fatores que podem sim ser associados ao seu surgimento:

 

Histórico familiar: Ou seja, a genética. Pessoas com algum familiar que enfrenta algum tipo de fobia tem mais tendência à lidar com o mesmo problema.

 

Traumas: Problemas no passado que podem desencadear em fobia no futuro

 

Sintomas de Fobia

Assim como os tipos de fobias, seus sintomas também podem variar. Mas alguns são mais comuns e se repetem em boa parte dos casos. Aqui estão eles:

  • Pânico incontrolável (irracional) ao se deparar com o objeto, ambiente ou situação (normalmente sem perigo aparente)
  • A repetição deste sintoma
  • Ansiedade
  • Buscar fazer o máximo para evitar a situação que te causa medo
  • Incapacidade de controlar o medo, mesmo o considerando irracional

 

Lista de Fobias Parte II (as fobias específicas):

A lista de fobias específicas é quase incontável, pois existe sempre a possibilidade de surgir uma nova. Aqui vamos listar algumas das mais comuns:

  • Acrofobia: medo de altura
  • Apifobia; medo de abelhas
  • Aracnofobia: medo de aranhas
  • Catsaridafobia: medo de baratas
  • Cinofobia: medo de cachorros
  • Claustrofobia: medo de lugares fechados
  • Coulrofobia: medo de palhaços
  • Entomofobia: medo de insetos
  • Glossofobia: medo de falar em público
  • Hematofobia: medo de sangue
  • Nictofobia: medo do escuro
  • Odontofobia: medo de dentistas
  • Talassofobia: medo do mar
  • Tanatofobia: medo da morte e tudo que se relaciona a ela
  • Zoofobia: medo de animais em geral

 

Além destas, existem muitas outras. A título de curiosidade, neste link da wikipedia você vai encontrar centenas. Algumas muito atípicas, como é o caso de Epistemofobia (medo do conhecimento), Oenofobia (medo de vinhos), ou Afobia (medo da falta de fobias).

Mas o que fica é um apelo para não enxergar isso como uma coisa engraçada. Como falamos anteriormente, este medo/pavor pode inclusive estar associada a algum trauma. E mesmo que não o fosse, as fobias específicas proporcionam diversas situações desconfortáveis em um número muito grande de pessoas. Assim sendo, devem ser encaradas com seriedade, incentivando a busca por tratamento.

 

Tem cura?

Sim, as fobias têm cura. Mas o primeiro passo é você assumi-las e encara-las como um problema, e então buscar tratamento.

O mais recomendado é buscar um profissional que tenha especialização no ramo, como é o caso de psicólogos e psiquiatras. Neste segundo caso, o tratamento pode ser feito com o auxílio de medicamentos.

Uma das formas de tratamento é a terapia cognitivo-comportamental (TCC). Ela leva em conta a forma como cada pessoa vê, sente e pensa com relação à uma situação que causa desconforto. Seu objetivo é reorganizar os sentimentos do paciente em relação ao medo, de modo que ele pare de encara-lo como ameaça.

Outra técnica é o que chamamos de exposição gradual. Como o próprio nome já diz, consiste em fazer com que o paciente encare o medo de maneira gradual. Passo a passo, até que a pessoa se sinta segura em encarar o medo de fato. Neste caso, aqui vão algumas dicas:

 

Classificar os medos: ou seja, identificar as  situações que provocam medo e diferencia-las de menor para maior. Feito isso, inicia-se este processo gradual de enfrentamento.

 

Enfrentar o medo acompanhado: estar acompanhado de uma pessoa de confiança na hora de enfrentar o medo.

 

Não reagir, apenas respirar lenta e profundamente: em caso de crise, o recomendado é ficar parado, sem se mexer, até se acalmar.

 

O apoio de um profissional da saúde é fundamental para o tratamento de uma fobia. Mas, com a devida supervisão e autorização, você pode buscar outros caminhos paralelos que contribuem para o seu bem estar físico e emocional. Como a prática de exercícios respiratórios, atividades físicas, yoga, pilates, entre outros.

 

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