o que é musicoterapia

29-01-2021

O que é musicoterapia e quais são seus principais benefícios

Entenda o que é Musicoterapia, como ela surgiu, seus principais benefícios e quem pode se beneficiar com essa terapia.

 

O ano de 2020 foi bem desafiador, não é mesmo? E muitas pessoas têm procurado formas diferentes de reencontrar o equilíbrio perdido. A Musicoterapia tem sido uma abordagem procurada por muitos indivíduos, desde aqueles que sofrem com ansiedade, depressão, por familiares de crianças com autismo, pessoas que precisam de reabilitação motora devido a algum acidente… Enfim, a Musicoterapia, e sua abordagem, é capaz de atender um vasto número de necessidades diferentes. Por isso, o tema do nosso post de hoje é sobre o que é Musicoterapia, seus principais benefícios e quem é o público ideal para este tipo de terapia.

Ficou curioso ou curiosa?

Vamos, então!

 

 

 

Afinal, o que é Musicoterapia?

 

Apesar de muitas pessoas já terem ouvido falar na Musicoterapia, poucas realmente sabem o seu significado e seus objetivos. De acordo com a União Brasileira de Associações de Musicoterapia (UBAM), trata-se de um campo de conhecimento que estuda os efeitos da música e da utilização de experiências musicais, resultantes do encontro entre o/a musicoterapeuta e as pessoas assistidas.

Desta forma, o seu objetivo é:

 

  • favorecer o aumento das possibilidades de existir e agir, seja no trabalho
  • individual, com grupos, nas comunidades, organizações, dentre outras;
  • promoção, prevenção, reabilitação da saúde;
  • transformação de contextos sociais e comunitários.

 

De acordo com a Associação de Musicoterapia do Distrito Federal (AMT-DF) a Musicoterapia é uma terapia não-verbal constituída de métodos e técnicas próprias. Além disso, é um processo terapêutico com início, meio e fim, com objetivos específicos traçados de acordo com a necessidade de cada indivíduo.

 

 

A Musicoterapia no mundo e no Brasil: como surgiu a Musicoterapia?

Agora que você já sabe o que é Musicoterapia, vamos explicar a sua evolução mundial e aqui no Brasil

Na verdade, desde a antiguidade a música é utilizada como elemento de cura. Porém, a Musicoterapia como profissão e como ciência tem seu início marcado no período entre as duas guerras mundiais. Como assim? Neste período, médicos e enfermeiros nos Estados Unidos da América perceberam o efeito da música na melhoria de veteranos que ouviam música nos hospitais.

Depois, surgiu a demanda formalizar a formação dos profissionais que usavam a música como ferramenta terapêutica.

No Brasil, em 1978 a Musicoterapia foi reconhecida como carreira de Nível Superior. Atualmente, a Musicoterapia consta do Classificação Brasileira de Ocupações – CBO sob o número 2263-05.

Além disso, desde 2017 o Ministério da Saúde incluiu a Musicoterapia na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares. O que isso significa? Significa que a Musicoterapia é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

 

 

Principais benefícios da Musicoterapia

 

Diversas publicações demonstram sua eficácia em hospitais e clínicas. Por exemplo, durante exames e procedimentos médicos, este tipo de terapia altera positivamente diversos marcadores biológicos e fisiológicos das pessoas. Desta forma, proporcionando a diminuição da:

 

  • dor;
  • pressão arterial;
  • dos batimentos cardíacos;
  • do nível de cortisol;
  • dentre outros.

 

Além disso, alguns estudam também demonstram que, com a esta terapia não-verbal, os indivíduos se predispõem a enfrentar situações difíceis de modo mais otimista.

A Musicoterapia também é versátil. É possível verificar seus benefícios nos mais diversos ambientes, tais como:

 

  • atendimentos domiciliares;
  • escolas;
  • empresas.

 

Nesses contextos, a Musicoterapia oferece uma melhoria na aprendizagem e nas relações sociais, além de desenvolver habilidades, tais como a capacidade de liderança, o trabalho em equipe e a criatividade.

 

De maneira geral, estes são os principais benefícios:

 

  • Melhoria da coordenação motora;
  • Redução da ansiedade;
  • Diminuição do sentimento de solidão e da depressão;
  • Reforça do sistema imunológico;
  • Melhoria do convívio social.

 

Um outro exemplo da versatilidade da Musicoterapia: há mais de 40 anos a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR) usa a Musicoterapia no tratamento dos pacientes, tanto na sua recuperação motora, quanto na melhoria da qualidade de vida.

Um exemplo famoso do uso na Musicoterapia como parte do tratamento de reabilitação motora e emocional é de Herbert Vianna, do grupo Paralamas do Sucesso. Ele utilizou o tratamento na recuperação do acidente que sofreu em 2001 com um ultraleve.

O Ministério da Saúde também salienta os benefícios da Musicoterapia. Ele explica que ela ajuda na interação com o mundo, podendo ser para relaxar, aguçar os sentidos, movimentar o corpo, melhorar a coordenação motora e, até mesmo, para ajudar na cura de doenças.

 

 

 

Todo mundo pode fazer?

 

De acordo como o Ministério da Saúde, a Musicoterapia pode ser utilizada em todas as idades e pode ser usada em diversos tipos de dificuldades.

Por exemplo, desde o ambiente de UTI até um asilo de idosos, crianças autistas, cegas e com vários outros tipos de dificuldades. Já de acordo com a metodologia utilizada pelo musicoterapeuta, ela vai variar de acordo com a necessidade de cada indivíduo. Porém, na maior parte dos casos, a Musicoterapia é ativa. O que isso significa? Significa que o próprio paciente toca os instrumentos musicais, canta, dança ou realiza outras atividades junto com o terapeuta. Já na sua forma passiva, utiliza como abordagem o uso da música apenas para ajudar no tratamento.

 

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