cyberbullying o que é

05-02-2021

Entenda o que é cyberbullying e como pode afetar a saúde mental das vítimas

Entenda o que é cyberbullying, suas características, veja alguns dados brasileiros e como combater tal prática.

 

O brasileiro está mais conectado e, durante a pandemia, esses números cresceram muito. Essas horas a mais na internet é com o objetivo de trabalhar, estudar, de se divertir…

Mas muitas pessoas (jovens e adultos) têm usado a internet (e as redes sociais) para cometerem esse tipo de crime. Mas você sabe o que é cyberbullying?

Para entender exatamente o que é o cyberbullying, seu contexto no Brasil e no mundo, assim como outros dados relevantes, o nosso post de hoje tem esse tema. Vamos, então!

 

Cyberbullying no Brasil: depoimentos, dados e os principais casos

 

 

Mas, afinal, o que é cyberbullying?

precisamo falar sobre cyberbullying

A expansão do uso da internet abriu um universo de possibilidades e oportunidades, mas também a falsa sensação de anonimato que a internet passa agressores das mais diversas idades.

Porém, é durante a infância e adolescência que tal prática se torna mais comum e visível.

Assim, o cyberbullying é um tipo de bullying cometido por meio de canais virtuais, como:

  • redes sociais;
  • aplicativos de mensagens;
  • grupos online.

Além de ofensa, difamação e/ou divulgação de imagens e informações pessoais da vítima, o cyberbullying também é caracterizado pela repetição dessa conduta por parte de um ou mais.

Muitas vezes esse tipo de violência cibernética é uma extensão do bullying tradicional.

De acordo com a organização sem fins lucrativos Safernet, o cyberbullying é a modalidade virtual do bullying, que é identificado pelas intimidações repetitivas entre crianças e adolescentes, mas com características próprias, pois tem um efeito multiplicador e de grandes proporções quando acontece na web.

Nessa modalidade de bullying, as tecnologias como celulares e as câmeras fotográficas, e os ambientes como as redes sociais, servem para produzir, veicular e disseminar conteúdos de insulto, humilhação e violência psicológica que provocam intimidação e constrangimento dos envolvidos.

O combate a esse crime tem ganhado, nos últimos anos, grandes iniciativas.

Tanto que, em 2015, a Presidência da República Instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática – Bullying (Lei 13.185/2015), que considera:

  • Bullying (intimidação sistemática): todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.
  • Cyberbullying: é a intimidação sistemática pela rede mundial de computadores, usando a internet para depreciar, incitar a violência, adulterar fotos e dados pessoais com o intuito de criar meios de constrangimento psicossocial.

Assim, quando tentamos entender o que é cyberbullying, é preciso destacar três aspectos fundamentais:

  • Comportamento intencional de perturbar, intimidar e/ou agredir;
  • Repetição ao longo do tempo;
  • Desequilíbrio de poder.

 

 

E o que pode ser considerado cyberbullying?

Podem ser consideradas algumas práticas, tais como:

  • Exposição de fotografias ou montagens constrangedoras;
  • Críticas à aparência física, à opinião e ao comportamento social de indivíduos repetitivamente.

 

 

Dados do cyberbullying

 

Em 2019, um levantamento da Unicef revelou que:

  • 1 em cada três jovens em 30 países disse ter sido vítima deste tipo de crime;
  • E 1 em cada cinco indivíduos relatam ter saído da escola devido a cyberbullying e violência;
  • quase três quartos dos jovens também disseram que as redes sociais, incluindo Facebook, Instagram, Snapchat e Twitter, são os locais mais comuns para o cyberbullying;
  • No Brasil, 37% dos respondentes afirmaram já ter sido vítima de cyberbullying. As redes sociais foram apontadas como o espaço online em que mais ocorrem casos de violência entre jovens no país, identificando o Facebook como a principal;
  • 36% dos adolescentes brasileiros informaram já ter faltado à escola após ter sofrido cyberbullying de colegas de classe, tornando o Brasil o país com a maior porcentagem nesse quesito no levantamento.

 

 

Principais consequências

 

O cyberbullying pode gerar uma sensação para a vítima que ela está sendo atacada por todos os lados, inclusive dentro da sua própria casa.

Ou seja, transmite um sentimento de que não há como escapar. Os efeitos podem ser duradouros e podem afetar uma pessoa de muitas maneiras, tais como:

  • Mentalmente: sente-se chateada, constrangida, incapaz e, até mesmo, com raiva;
  • Emocionalmente: sente-se envergonhada ou perde o interesse pelas coisas que ama;
  • Fisicamente: sente-se cansada (ou perde o sono), ou tem sintomas como dor de barriga e dor de cabeça.

 

 

 

Adulto pode sofrer cyberbullying?

 

Apesar do cyberbullying ser mais associado às crianças e aos adolescentes, os adultos também podem ser vítimas deste crime.

Um estudo realizado recentemente pelo Pew Research Center constatou que, aproximadamente, quatro em cada dez adultos norte-americanos sofreram algum tipo de assédio virtual.

Como vimos, o cyberbullying pode ter sérias consequências para as suas vítimas, independentemente da idade.

Em geral, um quadro inicial de isolamento e tristeza pode evoluir para sérios outros problemas, tais como depressãotranstorno de ansiedade e síndrome do pânico.

 

 

 

Combate ao cyberbullying e a preservação da saúde mental

 

Obviamente que a melhor forma de combater o cyberbullying é através da educação das crianças para que não comentam tais práticas nem durante a juventude e nem durante a fase adulta.

A depender do tipo (e das consequências) do cyberbullying, é possível algumas atitudes menos radicais e iniciais, como denunciar a mensagem à respectiva rede social, como Facebook e Instagram. Porém, a depender da gravidade, e como a vítima se sente, é fundamental procurar as autoridades e denunciar.

A vítima nunca é culpada. É importante cuidar da saúde mental da vítima para que não tenha consequências mais graves no seu bem-estar.

E caso você tenha conhecimento de alguma prática de cyberbullying, denuncie. Não se cale.

 

E aí? Gostou de saber mais sobre esse tema? Se você quiser continuar lendo mais sobre autoconhecimento, bem-estar e qualidade de vida, separamos aqui 5 (cinco) posts que, certamente, vão te interessar:

 

 

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