cirese de pânico

02-10-2020

Crise de Pânico: o que é e dicas práticas para lidar com a crise de pânico

Entenda o que é a crise de pânico, a diferença do transtorno de Pânico e conheça nossas dicas para uma vida mais equilibrada

 

É muito comum ouvirmos o termo crise de pânico para as mais diversas situações.

O Ministério da Saúde explica que o transtorno do pânico (TP) é caracterizado por crises de ansiedade que se manifestam de maneira repentina e intensa. Além disso, há uma forte sensação de medo ou mal-estar e podem ser acompanhadas por sintomas físicos.

A crise de pânico pode ocorrer em qualquer lugar, contexto ou momento, sendo que a sua duração média é de 15 a 30 minutos. Assim, a crise de pânico pode acarretar intenso sofrimento psíquico com modificações importantes de comportamento devido, principalmente, ao medo da ocorrência de novos ataques.

Desta forma, é comum que alguns pacientes procurem as emergências de saúde em busca de causas orgânicas que expliquem tais sintomas.

Para a Anvisa, o transtorno de pânico é um tipo de transtorno de ansiedade.

 

 

 

Principais sintomas da crise de pânico

 

Antes de qualquer coisa, se você acha que está sofrendo com crise de pânico (ou alguém próximo), é preciso entender quais são alguns dos principais sintomas:

 

  • aceleração dos batimentos cardíacos;
  • aceleração da respiração;
  • sensação de falta de ar;
  • palidez;
  • pressão ou dor no peito;
  • suor frio;
  • tontura;
  • náusea;
  • formigamento;
  • tremores;
  • medo eminente de morrer ou de “perder o controle.

 

E como esses sintomas são desencadeados no nosso organismo?

Na crise de pânico, a região do cérebro que é responsável pelo controle das emoções e da liberação de adrenalina é disparada sem que haja um perigo real provocando, assim, grande parte dos sintomas indicados anteriormente que estão relacionados com uma resposta do organismo a situações de perigo.

 

 

 

Como identificar um ataque de pânico?

 

O Ministério da Saúde explica que é comum que as pessoas confundam os sintomas do ataque de pânico com outras situações como, por exemplo, o infarto ou outros problemas cardíacos.

Além disso, como o transtorno de pânico é um tipo de transtorno de ansiedade, é necessário observar se há ou não crises de pânico recorrentes.

Se o indivíduo, em uma determinada situação, apresenta uma crise de pânico, não significa que ele sofra do transtorno de pânico. O que identifica o transtorno de pânico (ou a síndrome) são as crises recorrentes.

De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais (DSM-5), os critérios diagnósticos para o transtorno de pânico envolvem ataques de pânico recorrentes e inesperados.

Além disso, um ataque de pânico é um surto abrupto de medo intenso ou desconforto intenso que alcança um pico em minutos e durante o qual ocorrem quatro (ou mais) dos seguintes sintomas indicados anteriormente.

 

 

 

Como é o diagnóstico e o tratamento?

 

Quando o ataque de pânico ocorre com certa frequência e intensidade, é fundamental procurar ajuda especializada com muita rapidez para um diagnóstico preciso, pois não é incomum que pessoas com transtorno de pânico também apresentem outros problemas, tais como quadros depressivos e algumas fobias.

Por exemplo, é possível que pessoas que têm transtorno de pânico sem tratamento apresentem agorafobia. E o que é agorafobia? A agorafobia é o medo e a ansiedade de ficar em situações ou locais sem uma maneira de escapar facilmente ou em que a ajuda pode não estar disponível no caso de ansiedade intensa se desenvolver (Fonte: Manual MSD).

Em relação ao tratamento, ele pode combinar medicamentos antidepressivos e ansiolíticos com psicoterapia e sempre deve ser conduzido por um médico especializado.

 

 

 

Crise de pânico: algumas dicas importantes

 

Se você já passou por uma crise de pânico, separamos aqui algumas dicas para você lidar melhor com essa situação.

 

 

Estimule um autoconhecimento

 

É importante saber que o diagnóstico do transtorno do pânico pode demorar, pois alguns dos sintomas físicos desta síndrome (como falamos anteriormente) podem ser confundidos com os sinais característicos de outros tipos de problemas, como cardíacos.

Por isso, é preciso conhecer um pouco seu corpo e observar tais sintomas.

 

 

É normal sentir-se, em alguns momentos, ansioso

 

É necessário distinguir a ansiedade normal do transtorno de pânico.

Sentir ansiedade, em algumas situações, é uma reação natural do corpo humano para enfrentar os perigos reais que põem a sobrevivência em risco ou que nos afligem. Vencido tal desafio, o sentimento é de alívio.

 

 

Corpo são ajuda a manter o equilíbrio da mente

 

Pratique exercícios físicos, pois a atividade física provoca algumas sensações semelhantes àquelas sentidas na crise de pânico, tais como taquicardia e sudorese. Porém, como ocorrem em um contexto agradável, isso ajuda o organismo a identificá-las melhor.

 

 

Afaste-se do álcool e do cigarro

 

O consumo de álcool, de cigarro ou de outras drogas para aliviar os sintomas do pânico é totalmente repreendido, pois tal consumo pode amplificar, e muito, os sintomas da crise de pânico, assim como trazer outras consequências muito prejudicais para a saúde da pessoa.

 

 

Nunca se automedique

 

O tratamento que deu certo com algum amigo ou parente pode não ser o ideal para sua situação.

Caso você ache que esteja sofrendo de transtorno de pânico, procure imediatamente um especialista. Em hipótese nenhuma recorra à automedicação.

 

Muitas pessoas não sabem, mas o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza assistência psicológica aos pacientes e seus familiares por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

 

E você, quer entender mais sobre os diversos tipos de transtornos de ansiedade?

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Ansiedade: um guia completo para entender e combater o problema;

Ansiedade e ansiedade crônica: são a mesma coisa?;

Ansiedade e depressão: famosos que já passaram por isso;

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