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05-03-2020

Coronavírus: controlando a ansiedade diante do desconhecido

Entenda o que é o coronavírus, suas formas de contágio e como não deixar que a ansiedade controle sua vida diante desta doença.

 

Com a chegada do coronavírus no Brasil, as dúvidas e receios começaram a ficar mais evidentes para um grande número de pessoas. Indivíduos que já sofrem de algum transtorno de ansiedade, diante desta situação, sentem-se ainda mais inseguros, agravado pela grande volume de fake news sobre o tema. Ou seja, para muitos, o coronavírus pode ser um gatilho para os sintomas dos transtornos de ansiedade.

Desta forma, ficar preocupado é uma reação natural, visto que este tema está em todos os jornais e realmente necessita de uma atenção especial para não ganhar maiores dimensões. Porém, quando essa preocupação e esse temor começam a controlar a nossa rotina, deixando-nos paralisados diante de inúmeras situações, é necessário tentar compreender a origem do verdadeiro medo para que possamos lidar com esses obstáculos de maneira mais racional.

Por isso, no post de hoje vamos esclarecer os principais pontos sobre o coronavírus e como as pessoas podem lidar com este novo contexto com menos ansiedade.

 

Entendendo o Coronavírus

Conforme explica o Ministério da Saúde, o coronavírus é uma família de vírus que causa infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus provoca a doença chamada de coronavírus (COVID-19). A maior parte das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças menores mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Seu período de incubação está relacionado com o tempo que leva para os primeiros sintomas aparecerem desde a infecção e esse período pode ser entre 2 a 14 dias.

Em relação às formas de transmissão, elas ocorrem, geralmente, enquanto persistirem os sintomas. Porém, é possível a transmissão viral após a resolução dos sintomas, mas a duração do período de transmissibilidade ainda é desconhecido para o coronavírus.

 

Principais formas de contaminação pelo Coronavírus

As formas de transmissão ainda estão sendo investigadas, mas a disseminação entre as pessoas, ou seja, a contaminação por gotículas respiratórias ou contato, está ocorrendo. Alguns vírus são altamente contagiosos, como é o caso do sarampo, enquanto outros têm um menor grau de contágio. No caso do coronavírus, ainda não está muito claro. No geral, a transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

  • saliva;
  • espirro;
  • tosse;
  • catarro;
  • contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
  • contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Porém, é importante destacar que os coronavírus apresentam uma transmissão menos intensa que o vírus comum da gripe, por exemplo.

 

Como enfrentar a ansiedade diante do coronavírus

Enquanto a situação do coronavírus ainda despertar cuidados especiais por parte das autoridades e da população em geral, é necessário equilibrar os cuidados que realmente se fazem necessários, sem deixar que o medo controle nossa rotina.

O termo ansiedade, muitas vezes, é utilizado para descrever a resposta mental e psíquica a situações de medo ou ameaça. Essa resposta pode incluir tremores, falta de ar, aumento dos batimentos cardíacos, sudorese, alterações gastrointestinais e outros sintomas (Anvisa, 2012). Ou seja, a ansiedade pode tanto beneficiar quanto prejudicar o indivíduo, pois a ansiedade sem exageros estimula o indivíduo a entrar em ação. Porém, quando esta ansiedade se manifesta em excesso, pode tornar-se patológica, ou seja, prejudicial ao funcionamento psíquico (mental) e somático (corporal) (Ministério da Saúde, 2015).

E é sobre este segundo tipo de manifestação da ansiedade que precisamos aprender a lidar quando o assunto é o temor em relação ao coronavírus. É importante lembrar que a ansiedade por doença, ou seja, quando a pessoa está constantemente preocupada em ter ou adquirir algum tipo de doença precisa de cuidados profissionais.

Assim, para não deixar a ansiedade tomar proporções paralisantes, separamos para vocês 03 (três) dicas:

 

Dica 1: Cuidado com o excesso de notícias

Obviamente que precisamos nos manter informados sobre os desdobramentos do coronavírus, mas pode ser prejudicial ficar acompanhando todos os noticiários e reportagens, pois esse excesso de informação pode reforçar nossos sintomas de ansiedade.

 

Dica 2: Cuidado com o isolamento

Tentar evitar aglomerações em um período no qual ainda não há todas conclusões sólidas sobre o coronavírus pode parecer uma excelente estratégia. Porém, é necessário ser racional e pensar se evitar transportes públicos e ficar mais isolado em casa é, realmente, necessário. Por exemplo, monitore como está sua cidade em
relação à contaminação: já tem casos confirmados? Qual o número? Como foi a
contaminação (importada ou dentro do país)?

Assim, diante deste atual contexto, utilizar a estratégia de isolamento pode até ser positiva no curto prazo em relação ao coronavírus, mas pode agravar quadros de ansiedade. Equilíbrio e bom senso são fundamentais.

 

Dica 3: Medo de ter contraído o coronavírus

Se você não consegue controlar a sensação de ter sido contaminado com o coronavírus, tente responder as seguintes perguntas:

  • Tenho realmente sintomas que evidenciam a doença?
  • Estive, nas últimas semanas, em algum país com um número elevado de contágio?
  • Estive em contato com alguém que tem a doença?

 

Se a ansiedade começar a afetar seu comportamento diário, é necessário conversar e procurar ajuda especializada. Quer saber mais sobre o assunto? Temos um outro conteúdo que vai te interessar muito “Entendendo o que é a ansiedade”.  Mantenha-se sempre atualizado seguindo-nos através do Facebook, do Instagram ou através do Blog Zenfy.