bullying escolar

12-02-2021

O que é bullying escolar e as principais consequências

Entenda o que é o bullying escolar, suas características, suas principais consequências e como combater essa prática

 

Quando pensamos no ambiente escolar, no geral relacionamos com segurança.

Porém, nos últimos anos, o bullying escolar tem se tornado mais evidente, preocupando famílias, professores, funcionários e os próprios estudantes.

Por isso, no post de hoje vamos entender como o bullying escolar é praticado no ambiente da escola, como identificá-lo, principais consequências e como combatê-lo.

 

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Mas, afinal, o que é o bullying escolar?

 

Os pais e familiares que nasceram na década de 80 certamente não ouviram na sua época escolar o termo bullying. O que hoje é reconhecido como bullying escolar era entendido como “briguinhas de criança” ou implicâncias.

Assim, esse fenômeno sempre existiu, apesar de só mais recentemente estar sendo estudado, sistematizado e entendido dentro de um conceito específico.

O termo foi importado do inglês, apesar de ter um termo equivalente no português pouco utilizado (“bulimento”) e está relacionado com intimidação e violência nas escolas

De acordo com a Lei n° 13.185/201, o bullying consiste em “todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas”.

No ambiente escolar, este fenômeno pode ser entendido como uma forma de agressão praticada por um ou mais estudantes contra outro(s), de maneira intencional e repetidamente, que ocorre sem motivação evidente, causando dor e angústia. Além disso, também pode ser caracterizado pela relação desigual de poder (fonte: Gestão Escolar).

 

Alguns exemplos:

  • Empurrões;
  • Pontapés;
  • Insultos;
  • Divulgação de boatos humilhantes;
  • Apelidos que ferem a dignidade;
  • Captar e difundir imagens pela internet (cyberbullying);
  • Ameaças;
  • Exclusões de atividades sociais e/ou pedagógicas como, por exemplo, trabalho de equipes.

 

 

E as briguinhas na escola?

Para o Ministério da Educação, o bullying se diferencia das brigas comuns – as que chegam às vias de fato ou as que ficam apenas na discussão. O problema está quando essas brigas se tornam rotineiras, quando um jovem ou grupo começa a perseguir um ou mais colegas.

No geral, as crianças que têm um perfil mais retraído costumam ser as maiores vítimas do bullying escolar. Além disso, elas costumam apresentar maiores dificuldades para se expressarem ou se abrirem na escola ou com a família.

 

 

 

Qual é a realidade do bullying na escola aqui no Brasil?

 

De acordo com o Ministério da Educação, pelo menos um em cada dez estudantes brasileiros é vítima de bullyingPor isso, pais e escola devem estar atentos ao comportamento das crianças e jovens.

Uma pesquisa do Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) mostra o Brasil como quarto país com maior prática de bullying no mundo.

Os dados de 2019 revelaram que 43% dos estudantes de 11 a 12 anos disseram ter sido vítimas de violência física ou psicológica na escola pelo menos uma vez em outubro do ano anterior.

E de acordo com o Ministério da Educação:

  • o Diagnóstico Participativo da Violência nas Escolas, realizado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO, 2015), revelou que 69,7% dos estudantes declaram ter presenciado alguma situação de violência dentro da escola.
  • Já a Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar (PeNSE, 2015) revelou que 19,8% declararam que já praticaram alguma situação de intimidação, deboche ou ofensa contra algum de seus colegas.

Desta forma, o bullying já é pode ser considerado um problema de saúde pública no Brasil.

 

 

 

Principais sintomas e consequências

 

Os casos de bullying escolar começam, no geral, de maneira mais silenciosa por parte de quem sofre.

Como vimos, quem sofre a agressão não conta nem na escola nem na família. Porém, começa a mudar o comportamento. Algumas destas mudanças de comportamentos:

  • queda no rendimento escolar,
  • faltas na escola;
  • baixa autoestima;
  • alterações de humor;
  • isolamento;
  • dificuldade de socialização;
  • ansiedade;
  • e até alguns casos de depressão podem estar associados ao bullying escolar.

De acordo com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, o bullying pode ocasionar sérios problemas, de acordo com a gravidade e do tempo de exposição aos maus-tratos.

 

 

 

Como combater

 

O combate ao bullying escolar deve ser da responsabilidade da escola, das famílias e da sociedade como um todo.

A Lei n° 13.185/201 orienta a prevenção através de práticas de orientação de familiares, instrução de palestras, promoção de campanhas e fortalecimento da cidadania.

Assim, as ações de conscientização e combate ao bullying devem ser tomadas por todos como, por exemplo, estabelecimentos de ensino, clubes e agremiações.

Desta forma, é fundamental combater tal prática diariamente. É preciso focar tanto no agredido quanto no agressor, transformando ciclos viciosos e doentios em relações saudáveis.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) tem um Guia Prático de Atualização sobre Bullying que traz diversas orientações bem práticas.

Se alguma criança ou adolescente da sua família ou do seu convívio está passando por bullying escolar, vale a pena consultar essa Guia e, obviamente, procurar ajuda especializada.

 

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